24 de novembro de 2009

Candidatura de Ciro é favorecida com vitoria de Edinho


O projeto do presidente Lula para a política paulista saiu vitorioso na eleição do partido em São Paulo. Edinho Silva, de 44 anos, foi reeleito presidente do PT, com cerca de 90% dos votos. Ligado a Gilberto Carvalho, chefe de gabinete de Lula, Edinho é independente, mas tem apoio das principais correntes. A coesão em torno de seu nome reforça o projeto lulista de apresentar o deputado Ciro Gomes (PSB) como candidato ao governo paulista.
— A votação é resultado de uma construção que unifica o PT. A vitória foi desse processo ou eu não teria toda essa votação. O plano é construir um palanque muito forte para Dilma e um projeto alternativo aqui para São Paulo— disse Edinho.
De acordo com o presidente reeleito, o PT apresentará um nome à base aliada:
— Não podemos ficar parados. Temos que apresentar uma liderança do PT. Mas sem postura arrogante. Estamos muito dispostos a ouvir o Ciro e o PSB.
Prefeito de Araraquara em duas gestões, ex-vereador, Edinho vem do movimento da Igreja Católica no PT, assim como Carvalho. Filho de trabalhadores rurais, foi operário, entrou para o partido pelas comunidades de base e fez parte da corrente Democracia Socialista.
Sociólogo, é mestre em engenharia de produção. Por causa do perfil de confiabilidade e da capacidade de diálogo, foi içado por Carvalho para a primeira gestão na presidência do PT paulista, durante a crise do partido. Em 2007, obteve 54% dos votos, com o apoio das correntes ligadas a Lula.

8 de novembro de 2009

Governadres do PSB apoiam Ciro Gomes

Embora comedidos nas declarações oficiais, os três governadores do PSB — Wilma de Faria (RN), Eduardo Campos (PE) Cid Gomes (CE)  — trabalham para a candidatura do deputado federal Ciro Gomes a presidente da República.  O pensamento unânime dos chefes do Executivo peessebistas surgiu durante a reunião do Fórum de Governadores do Nordeste, ocorrida em Fortaleza. 

Em entrevista ao jornal Diário do Nordeste, Eduardo Campos, que também é presidente nacional do PSB, afirmou que “o PSB está trabalhando, do seu modo, a possibilidade de candidatura de Ciro Gomes, sem se preocupar com o trabalho que o PT faz em torno da sua pré-candidata, a ministra Dilma Roussef”.  Eduardo Campos criticou as alianças feitas “neste momento”, como o pré-acordo firmado entre PMDB e PT para apoiar a ministra Dilma Roussef.

O Fórum de Governadores do Nordeste trouxe o tom político com a afirmação em comum dos três governadores do PSB que “reforçaram o desejo do partido ter candidato próprio a presidente”.

“Nós temos a nossa circunstância: não temos o privilégio de ser o partido grande, de ter uma grande bancada, ocupar a presidência da República. Estamos mostrando nosso candidato na mídia, na militância, discutindo projetos para o País, mas ao nosso modo”, disse o governador de Pernambuco.

Sobre o deputado Ciro Gomes, o presidente do partido disse ser um dos brasileiros que mais conhece a realidade do País e que é “um grande nome” para ocupar a Presidência. “Nós estamos conversando com todos os partidos da base. Colocamos ao presidente Lula, de quem somos aliados, de forma transparente, a nossa posição e somente no próximo ano é que nós vamos mesmo saber como será a eleição”, enfatizou o governador pernambucano que, como o seu colega Cid Gomes, será candidato à reeleição. A governadora Wilma de Faria, como já foi reeleita, não poderá ser novamente candidata.

Em tom de crítica à antecipação do debate eleitoral, o governador Eduardo Campos assegura que tudo que está sendo colocado em termos de alianças neste momento é meramente especulativo e que está restrito apenas às páginas de jornais. “O que se tem hoje é o que sai nos jornais. Não há definição alguma e nós achamos que é muito precipitado falar agora de alianças”, disse, ao complementar que, quem forçar a barra para forjar uma aliança eleitoral agora pode ter que voltar atrás no ano que vem, quando se aproximar o período de convenções partidárias.

Dilma chama oposição de “desconecta”

São Paulo (AE) - A ministra-chefe da casa Civil Dilma Roussef fez discurso respondendo a críticas da oposição e conclamou os partidos da base aliada do governo de Luiz Inácio Lula da Silva a se unirem pela continuidade do projeto iniciado pelo Partido. O discurso foi feito há pouco em São Paulo (SP), durante evento a abertura do 12º Congresso do Partido Comunista do Brasil (PC do B). 

Sem citar nomes, a ministra criticou o discurso da oposição, que tentaria confundir o povo ao defender que o governo Lula é uma continuidade do anterior, referindo-se ao governo de Fernando Henrique Cardoso. “São patéticos ao tentar confundir as pessoas dizendo que o desenvolvimento que obtivemos é continuação de medidas deles. Como se desenvolvimento eles tivessem feito algum dia. São ´desconectos´ quando tentam explicar o que deu certo no nosso governo pela sorte ou pela conjuntura internacional. Fica claro que fomos competentes diante da crise financeira mundial”.

PT, PCdoB e PDT fecham acordo em SP

Ribeirão Preto (AE) - As cúpulas do PT, PDT, PRB e PC do B formalizarão na segunda-feira (9) a aliança de oposição para disputar o governo de São Paulo em 2010. O encontro acontece na sede do PDT na capital paulista, às 16 horas, e o grupo, que pretende adotar a bandeira contra o PSDB, espera ainda, no futuro, a adesão do PR e do PSB.

A coalizão deve transformar-se numa coligação após as convenções partidárias, em meados de 2010. Segundo o presidente do Diretório Estadual do PT, Edinho Silva, o encontro discutirá as metas da união para tentar governar São Paulo. 

“É a primeira conversa dessa frente política que terá um projeto de governo para o Estado”, afirmou o petista à reportagem da Agência Estado. 

Edinho Silva procurou representantes do PR no Estado, considerou que as conversas foram “muito boas” e afirmou esperar que o partido participe das próximas reuniões para discutir a formação de aliança. 

6 de novembro de 2009

Projeto Ciro em São Paulo


Ao comentar as articulações visando às eleições 2010, Genoíno defendeu como prioridade número a eleição da ministra Dilma Rousseff à Presidência da República. “Essa é a orientação condicionante e determinante para nós fazermos alianças nos estados que devem contar com partido de esquerda como o PCdoB e do centro como o PMDB”, afirmou.

Para ele, o PT tem que ser flexível para ceder espaços na cabeça de chapa para os partidos aliados. No caso de São Paulo, vê como positivo a candidatura de Ciro Gomes ao governo porque isso viabilizaria um bloco com o PT, PCdoB, PSB, PDT e PR para enfrentar a hegemonia conservadora tucana muito forte no maior centro financeiro da América Latina.

“Defendo alianças no Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais e em outros estados, seja o PT na cabeça aonde tiver candidato competitivo, seja outros partidos na cabeça. No caso de São Paulo, eu vejo com simpatia a possibilidade da candidatura Ciro”, disse.

Acredita que o PT adotou uma postura correta ao estabelecer entendimento nacional com o PMDB, PDT, PR e PCdoB. “Estamos dialogando com os companheiros do PSB e devemos partir da coalizão nacional para determinar as alianças nos estados. Acho que a base do PT compreende isso porque não podemos colocar em risco esse projeto que está mudando o Brasil e o principal é a eleição de Dilma”, considerou.


Iram Alfaia

29 de outubro de 2009

Inacreditável

Por: Donizete Arruda


O inacreditável pode acontecer com o deputado federal Ciro Gomes. O PSB realizou uma pesquisa para acompanhar o desempenho de Ciro na disputa pelo Governo de São Paulo. E para surpresa dos socialistas, Ciro já lidera a disputa ao Governo paulista quando seu adversário é o candidato preferido do governador José Serra, o secretário Aloísio Nunes Freire.

27 de outubro de 2009

PT aceita indicar vice de Ciro em SP

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Da redação


De nada adiantou a chiadeira do grupo liderado pela ex-prefeita Marta Suplicy (PT), que acusou recentemente o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) de "não ter nada a ver com São Paulo". 


Os altos caciques de seu partido já deliberaram sozinhos, sem qualquer consulta às bases, que não vão se opor à estratégia do presidente Lula de afastar a qualquer custo o deputado cearense da corrida presidencial.

José Dirceu, Antonio Palocci, João Paulo Cunha e Berzoini fizeram o acerto com o objetivo principal de enquadrar os apoiadores de Marta. Ela tem dito a aliados que não vê motivos para um partido com a dimensão do PT deixar de lançar um nome próprio para em São Paulo. No entanto, é consenso no grupo da ex-ministra que a decisão final caberá ao presidente Lula.


O acerto feito pelos dirigentes petistas na última segunda feira determina que os principais nomes ventilados como possíveis candidatos ao governo estadual se retirem da disputa para apoiar Ciro, caso o deputado decida concorrer ao Palácio dos Bandeirantes. Além de Palocci, nome endossado por Marta, o prefeito de Osasco, Emidio de Souza também aderiu à determinação da cúpula. 


Triste sina a do PT paulista. Sem um nome competitivo para enfrentar a sólida liderança do PSDB no Estado de vez que as pesquisas apontam o governador José Serra e o ex-governador Geraldo Alckmin com preferência de mais de 50% dos eleitores - fato que poderá definir a sucessão já no primeiro turno - não há quem ouse contrariar o presidente Lula. Porque ele está obstinado em querer transformar o debate de sua sucessão num plebiscito sobre seu governo.


No momento, os analistas políticos questionam sobre o poder de transferência do prestigio de Lula para sua candidata. Este sim será o ponto chave das próximas eleições presidenciais.

26 de outubro de 2009

Edinho pode ser vice de Ciro

RITA MOTTA

De acordo com o veiculado pela grande imprensa de São Paulo na última sexta-feira (23), a ala do PT paulista liderada pelo exministro José Dirceu ofereceu ao PSB, de Ciro Gomes, dois nomes para ocupar o posto de vice caso o deputado federal pelo Ceará aceite encabeçar uma chapa antitucanos na corrida pelo governo de São Paulo. E um deles é o do ex-prefeito de Araraquara e atual presidente do PT-SP, Edinho Silva. O outro nome ventilado é o do atual prefeito de Osasco, Emidio de Souza.

O gesto, se não formaliza a divisão no PT no principal Estado do país, ao menos deixa bastante clara a opção do presidente Lula pela candidatura de Ciro em São Paulo, em detrimento a uma candidatura própria do PT, que atualmente está em processo de renovação e carece de nomes prontos para uma disputa aberta e com chances reais de vitória.

O movimento também foi interpretado como uma forte ação do Palácio do Planalto; entenda- se do grupo ‘lulista’, no sentido de enfraquecer o grupo que no dia 5 do mês passado aprovou a “construção” de uma candidatura própria à sucessão de José Serra (PSDB). Além de toda essa movimentação, também se afirma nos bastidores que nomes como José Dirceu, Cândido Vaccarezza, José Genoino e José Mentor, avisaram o PSB que, caso Ciro aceite concorrer ao governo, já tem maioria para barrar a candidatura própria petista, encampada pela ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy.

O projeto de lançar Ciro, aliado do Planalto, para o Plaácio dos Bandeirantes, retirando-o da corrida pela Presidência, foi anunciado recentemente pelo presidente Lula com o objetivo de favorecer a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil).

Ciro disse em várias entrevistas que não pretende desistir de disputar a Presidência, mas nos bastidores já se fala abertamente que ele já teria aceitado entrar na disputa pelo governo paulista. Por outro lado, a movimentação em prol do nome de Edinho para vice na chapa de Ciro Gomes, afirma-se, teria como mote principal criar um grande obstáculo ao ex-ministro e deputado federal Antonio Palocci, nome defendido por Marta. Já que a própria Marta admite que Palocci aceitaria negociar sua candidatura, mas não gostaria de enfrentar prévias nem de contrariar o presidente Lula. Por isso, o ato de se oferecer a vaga de vice de Ciro a Edinho Silva, tido como afilhado político de Gilberto Carvalho, Palocci e de Dilma está sendo visto como a alternativa mais correta para acomodar o grupo do exministro no arranjo pró-Ciro.

4 de setembro de 2009

Ciro prefere disputar a presidência

Márcio Dornelles


O deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE), a três semanas do fim do prazo dado por Lula para a transferência de domicílio eleitoral, voltou a afirmar que prefere disputar as eleições concorrendo à presidência da República.
Ciro adiantou que a mudança de domicilio eleitoral para São Paulo não está nos seus planos, mas que não ignora os objetivos da legenda e do grupo político a que pertence para decidir sua candidatura.
Se depender de Ciro Gomes, será candidato à presidência da República pela terceira vez, mas pondera: "Agora, eu faço a política em projetos, em grupo, no partido, e estão ouvindo minhas ponderações, mas eu não sou o dono da verdade". 
O prazo dito por Lula à Eduardo Campos, presidente do PSB, para definir o futuro da participação de Ciro nas eleições se encerra dia 20 de setembro.